domingo, 29 de maio de 2011

O Mito da Caverna de Platão

     Oi pessoal!!! Pois é já fazia tempo que não atualizava aqui, hoje trouxe mais uma mensagem pra reflexão. Espero que gostem ;)


     Imagine um muro alto separando o mundo externo de uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna se encontram seres humanos, vivendo sem nunca ter visto uns aos outros nem a si mesmos. Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde apenas sombras e sons do que se passa do lado de fora são projetadas. Os prisioneiros julgam que essas sombras e sons são as próprias coisas externas. Essas pessoas tomam sombras por realidade.
     Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança em direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna. De início fica cego pela luminosidade do Sol, enche-se de dor pelos movimentos que seu corpo realiza pela primeira vez. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento. Incredulidade porque será obrigado a decidir onde se encontra a realidade: no que vê agora ou nas sombras que sempre viveu. Deslumbramento porque seus olhos não conseguem ver com nitidez as coisas iluminadas. Seu primeiro impulso é retornar à caverna para livrar-se da dor e do espanto, atraído pela escuridão, que lhe parece mais acolhedora. Além disso, precisa aprender a ver e esse aprendizado é doloroso, fazendo desejar a caverna onde tudo lhe era familiar e conhecido.
     Mas o prisioneiro persiste e permanece no exterior. Aos poucos, habitua-se à luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem felicidade de finalmente ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Não podendo evitar lastimar a sorte dos outros prisioneiros, toma a decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também. Neste retorno, os demais prisioneiros zombam dele, não acreditando em suas palavras e, se não conseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam fazê-lo espancando-o. Se mesmo assim ele teimar em afirmar o que viu e os convidar a sair da caverna, certamente acabarão por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderão ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidirão sair da caverna rumo à realidade.

     Em resumo, esse texto mostra que muitas vezes a realidade está tão perto, basta abrirmos nossos olhos. Porém, algumas vezes por teimosia ou por estagnação, as pessoas esquecem que existe um mundo além daquele seu particular. Existe muita coisa além da nossa particularidade: pessoas, acontecimentos.. coisas que muitas vezes deixamos passar por não expandirmos nossos horizontes!!!

     Boa semana a todos
     Beijos ♥

domingo, 15 de maio de 2011

Esmalte...

     Oi pessoal, fazia tempinho que não falava de esmaltes aqui né. Pois bem hoje pintei com um esmalte que comprei no fim do ano passado, a marca não é muito conhecida e comprei mais porque gostei da cor.
     O esmalte em questão é o 603-badra da Nyce (marca até então desconhecida pra mim), é um tom de rosa discreto meio envelhecido, adorei a cor e essa é a segunda vez que uso ele desde que comprei.

 (sem flash e com flash)

     Achei o esmalte ralo, um pouco difícil de aplicar. Para chegar ao resultado que queria foi necessário 4 camadas =\ mas em compensação é fácil de limpar.

 (a de cima é sem flash e as outras duas de baixo são com flash)

     Alguém já usou algum outro esmalte dessa marca?? Já conheciam??
     Deixem a opinião/comentário de vocês, e se alguém também tiver alguma dica tá valendo!!

     Boa semana
     Beijos ♥

sábado, 14 de maio de 2011

O Paradoxo do Nosso Tempo

     O paradoxo do nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
     Temos casas maiores e famílias menores, mais conveniências, mas menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.
     Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma inadequada, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente oramos.
     Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos. Já fomos à lua e dela voltamos, mas temos dificuldades em atravessarmos a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.
     Conquistamo o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dividimos o átomo, mas não nosso preconceito. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas realizamos menos.
     Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. Temos maiores rendimento, mas menor padrão moral. Temos mais comida, mas menos apaziguamento. Construímos computadores para armazenar mais informações e para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.
     Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja a paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.
     São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
     É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença ou simplesmente apertar e tecla DEL.


(George Carlin)


Bom fim de semana
Beijos ♥

domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Mães

     Bem hoje é Dia das Mães e nada melhor do que homenagear a pessoa, que por muitas vezes, é a mais importante das nossas vidas, é capaz de mover montanhas e muitas outras coisas pelo bem dos filhos. As vezes, algumas mães deixam de cuidar de si para se dedicarem ao seu bem mais precioso: 'o(s) filho(s)'. Mas infelizmente nem todos reconhecem essa atitude de mãe!!!
     Pra começar, vou contar um pouco sobre como surgiu essa data:



     "A história da criação do Dia das Mães começa nos Estados Unidos, em maio de 1905, em uma pequena cidade do Estado da Virgínia Ocidental. Foi lá que a filha de pastores Anna Jarvis e algumas amigas começaram um movimento para instituir um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães.
     A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Para Anna, a data tinha um significado mais especial: homenagear a própria mãe, Ann Marie Reeves Jarvis (foto), falecida naquele mesmo ano. Ann Marie tinha almejado um feriado especial para honrar as mães.
     Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
     Em 1914, a celebração foi unificada nos Estados Unidos, sendo comemorado sempre no segundo domingo de maio. Em pouco tempo, mais de 40 países adotaram a data.
     O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou o feriado.
     Mas Anna não foi a primeira a sugerir a criação do Dia das Mães. Antes dela, em 1872, a escritora Julia Ward Howe chegou a organizar em Boston um encontro de mães dedicado à paz."



     Depois disso, sem palavras pra descrever MÃE...
     Há aquelas que se preocupam com os filhos, querem a todo instante saber como estão, há também aquelas que sabem que um dia o seu 'bebê' vai sair de casa e vai seguir sua própria vida. Tem a mãe adotiva que cuida com tanto zelo e amor de quem mesmo não sendo do seu sangue é o seu bem precioso. Tem avó que é mãe duas vezes, tia que também é mãe.... Enfim, não precisa ter vinculo de sangue pra ser mãe!!
     Assim como consta no dicionário, mãe pode ser definida como mulher generosa que dispensa (a outros) cuidados maternais.


Um Feliz dia das Mães
e Boa Semana também

bjos

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Portas


     Se você encontrar uma porta à sua frente, você pode abrí-la ou não.
     Se você abrir a porta, você pode, ou não, entrar em uma nova sala.
     Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo.
     Se você venceu, você dá um grande passo: nesta sala, vive-se.
     Mas, também tem um preço: são inúmeras outras portas que você descobre.
     O grande segredo é saber: quando e qual a porta que dever ser aberta.
     A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende.
     Não existe a segurança do acerto eterno.
     A vida é humilde: se a vida já comprovou o que é ruim, para que repetí-lo? A humildade dá a sabedoria de aprender e crescer também com os erros alheios.
     A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia  quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
     Mas a vida pode ser também dura e severa: se você não ultrapassar a porta, você terá sempre essa mesma porta pela frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia monocromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida.
     Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens.


(Içami Tiba)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O valor sentimental

     Olá galera espero que estejam bem!!!
     Tinha preparado um texto bem legal sobre o GRE-NAL ontem de manhã só que perdi na hora de salvar, mas oportunidade não vai faltar já que tem mais dois por aí pra decisão final do campeonato gaúcho :D
     Enquanto isso deixo pra vocês uma  mensagem pra começar bem a semana.



     "Boa parte do que diferencia os humanos dos outros - animais, andróides, robôs e insensíveis - são os guardados. Homens e mulheres, desde  que perdem o cordão umbilical, acostumam-se à chupeta, ao pano surrado com o próprio cheiro, depois ao ursinho de pelúcia, ao travesseiro do qual não se separam mais nem em viagem. A partir daí, de acordo com o berço, a índole, a formação, vão amontoando coisas diversas, que só fazem sentido para si mesmos, às vezes nem isso.
     Quem pode acumula bens. Quem não pode tende a compensar se apegando mais a quinquilharias, inutilidades, bobagens. Mas um e outro, todos, favorecidos ou desfavorecidos pelo dinheiro, da indigente que se instala na calçada à milionária do apartamento de cobertura, passam a vida retendo aquilo que pode até ter valor financeiro, mas é pelo seu conteúdo sentimental que vai parar na carteira, no baú, no cofre, no bolso do casaco abandonado no armário, no fundo da gaveta, entre as páginas de um livro, num lugar qualquer que já nem se sabe mais qual mas não importa, pois está lá, é só procurar, um dia se acha.
     Tem quem guarde santinho do Bonfim, grão de lentilha na carteira, o primeiro caderno de caligrafia, postais, até mesmo lagarta em formol, flâmulas antigas, flor seca no diário, mais cartas, bilhetes, a primeira folha de plátano derrubada pelo outono, aquela camisa suada do time do peito que chegou a se descoser com o puxão, uma mecha de cabelo, dentes de leite, a última e a próxima fantasia.
     Há um determinado momento em que tudo isso costuma se confundir. É meu? É seu? É nosso? Provavelmente, já é dos dois, da família, forma um patrimônio indivisível. Às vezes perde importância com o tempo, diante de outras coisas que se sobrepõem, mas continua lá, até que se abra a gaveta em busca de algo que nem se lembre mais exatamente do que é."

(Clóvis Malta)


Boa semana a todos
Bjos ♥
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